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FÁBRICA OU AGÊNCIA?

Lanterna ou automóvel? Comunicação ou Venda?

Em 16 de junho de 1903, Henry Ford e mais 12 investidores colocaram 28 mil dólares para fundar a Ford Motor Company em Michigan.

A Ford criou a linha de montagem por esteiras rolantes escalando assim grande produtividade na fabricação de veículos, o que ficou conhecido no mundo todo como modelo Fordismo.

Em um dos galpões, com duas filas de 20 funcionários, eram montados os faróis e as lanternas dos veículos. Por anos a fio esses funcionários, hoje conhecidos como colaboradores, realizaram esse trabalho, dia a dia. Era tudo o que esse grupo conhecia sobre automóvel. Sobre mercado então, nem pensar.

Não podia ser diferente e nem precisava! Já era um avanço que se tornou a matriz em produção até os dias de hoje, que com as evoluções tecnológicas obviamente evoluiu ainda mais, porém, o mindset é o mesmo.

Tudo era novo, não existia concorrência, não existia mercado, existia a oportunidade submersa esperando mentes inovadoras quebrarem o sistema, criarem o mercado e contribuírem extraordinariamente para o desenvolvimento da economia e da sociedade como um todo.

No começo do século passado, “a primeira agência internacional chegou no Brasil em 1929”. O mindset era o mesmo, a mídia compra mídia, a direção de arte cria, o redator constrói o argumento, o comercial traz clientes, o rádio e tv produz etc.

Na verdade, o quanto, durante décadas, o especialista em “comprar bem” os espaços de mídia entendia sobre o mercado de automóveis que a peça publicitária vendia?

Não podia ser diferente, nem precisava! Nesses tempos, a criação era quase que o diamante único e o grande agente transformador que com talento construía marcas, com mérito e arte! Talento, suor, garra e coragem fizeram a criação brasileira ser admirada e reconhecida mundo afora. Até hoje é assim, não podemos perder esse brilho nunca.

Porém, o macrocenário mudou nos último 50 anos exigindo grandes mudanças nos milhares de microcenários denominados agências e em seus mecanismos, suas gestões e principalmente no mindset.

Talvez o nome do futuro para as agências seja Human Marketing Agency. Pode parecer estranho, inadequado, porém devemos entender que estamos vivendo a ordem invertida do emissor e receptor da comunicação. Não existe mais emissor e receptor há muito tempo, o tempo onde a marca falava e o consumidor corria para comprar não existe mais.

O consumidor é a mídia, é o receptor, é o emissor, é o influenciador, é o propagador com o absoluto poder de, com um simples celular, sujar ou melhorar a percepção sobre uma marca, criar micro nano grupos de consumidores influenciadores, ele escolhe o que quer ver e ouvir, quando, como e onde, assim o faz também quando decide consumir.

As marcas precisam apresentar propostas que estejam em sintonia com os novos consumidores que a cada dia se importam menos com status, luxo, seduções efêmeras e apelos de qualquer natureza. Aliás, a natureza já é um grande componente diferencial entre as marcas.

Sustentabilidade não é moda, é sobrevivência, e estamos com as novas gerações atentas e engajadas nesse tema. Portanto, chamar a futura agência de “Human Marketing Agency” não me parece tão inadequado.

Do galpão da Ford, da mesa de compra de mídia, o mindset é entender o ecosistema e, desde já, sair do formato de caixinhas departamentais para visões ampliadas e constantemente alimentadas no input diário que o novo ser humano nos ensina.

Todos deveriam receber regularmente pílulas de conhecimento dos mercados de seus clientes, pesquisar, refletir, sugerir novas estratégias, gerir operações, obter tracking da jornada da venda e construir a “jornada de compra”.

Do B2B ao B2C, e invertendo do Consumidor Plural para à marca. Para tanto, 3 fatores são fundamentais, denominamos fator TRR: Tecnologia, Relevância e Recorrência. Sem tecnologia não temos escala, sem relevância não temos recorrência.

A agência de valor no futuro será a que cria, planeja, define as estratégias e gere a operação nos dois mundos, digital e físico, para seus clientes, sendo remunerada por sucess fee em vendas, em crescimento de mercado e asset do business.

As caixas serão abertas transformando-se em esferas de conhecimento permanente.

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